
Com o pedido de afastamento do senador Jaques Wagner da liderança do governo no Senado, em meio às investigações sobre supostos favorecimentos relacionados ao extinto Banco Master, o cenário político da Bahia entra em estado de atenção máxima. Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que irá concentrar esforços em sua defesa.
Nesse contexto, o ministro da Casa Civil Rui Costa certamente acompanha os desdobramentos com preocupação. Embora Rui não seja alvo das investigações divulgadas até o momento, adversários políticos e setores da imprensa já tentam estabelecer conexões entre o atual escândalo e decisões adotadas durante sua gestão no governo da Bahia, especialmente relacionadas à extinção da antiga EBAL e da Cesta do Povo.
O problema para Rui não é necessariamente jurídico neste momento, mas político. Caso as investigações avancem e revelem novos personagens ou conexões, a pressão poderá aumentar sobre lideranças históricas do grupo petista baiano, que há décadas domina a política estadual. Por enquanto, porém, não há acusações formais contra o ministro no âmbito da Operação Compliance Zero ou do caso Banco Master.
Na política, a fumaça costuma atrair olhares para todos que estiveram próximos da fogueira. E, diante da turbulência que envolve Wagner, Rui Costa certamente observa cada novo capítulo com a atenção redobrada de quem sabe que uma investigação desse porte raramente termina onde começou.