
O Sindicombustíveis destaca que a situação do diesel é particularmente crítica. Além da elevação expressiva de preços, o cenário internacional aponta para uma possível restrição na oferta do produto, em razão da disputa global por cargas, encarecimento logístico e priorização de mercados que pagam prêmios mais elevados.
Esse contexto pode trazer riscos ao abastecimento, especialmente em países que dependem parcialmente de importação, como o Brasil. O impacto do diesel também pressiona diretamente o custo do frete, podendo afetar a safra e provocar aumento nos preços de itens básicos, ampliando os efeitos inflacionários na economia.
Outro ponto de preocupação é a perda de competitividade da Bahia em relação a outros estados. Enquanto a Refinaria de Mataripe pratica preços alinhados ao mercado internacional, refinarias ligadas à Petrobras mantêm maior estabilidade. Como resultado, já se observam diferenças relevantes, a exemplo da comparação com o vizinho Pernambuco, onde a gasolina apresentou acumulado inferior, de aproximadamente R$ 1,50 e o diesel de R$ 2,48 para o mesmo período.
Essa distorção impacta diretamente o comportamento do consumidor e das empresas de transporte. Caminhões em trânsito tendem a evitar o abastecimento no estado, priorizando regiões com preços mais competitivos. Esse movimento reduz as vendas locais, afeta a arrecadação tributária e compromete a sustentabilidade econômica dos postos revendedores.
O sindicato reforça que os postos não têm influência na formação dos preços, atuando exclusivamente como o elo final da cadeia de comercialização.
Diante desse cenário, o Sindicombustíveis Bahia volta a reforçar a necessidade de diálogo entre autoridades e agentes do setor para buscar medidas que reduzam os impactos sobre a economia local. A entidade seguirá acompanhando a evolução do cenário e seus reflexos no estado, reiterando a importância de ações coordenadas e urgentes para o setor.