
Éramos meninos, e víamos prefeitos serem afastados de seus cargos, por roubarem o dinheiro do povo, e no outro dia retornarem através de decisões de desembargadores do TJ-BA. Mistérios!
Um acórdão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que oficializou a aposentadoria compulsória do desembargador Divoncir Schreiner Maran, de MS, detalha que a conduta do magistrado "transcende o mero erro de julgamento" e fere a credibilidade do Poder Judiciário perante a sociedade. A decisão, tomada no último dia 10 de fevereiro, é o desfecho administrativo para o episódio que resultou na fuga de um dos principais nomes do crime organizado no Estado.
A punição máxima é reflexo da decisão proferida por Maran durante um plantão judicial em 2020, quando concedeu liberdade ao megatraficante Gerson Palermo, o “Pigmeu” ou “Italiano”, liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital). Assim que deixou a prisão, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu. Ele segue foragido até hoje.