Bahia, 22 de Outubro de 2026
Por: A Gazeta Bahia
22/10/2026 - 12:36:37

A população de Porto Seguro está indignada com as notícias de que mais uma área de floresta natural localizada às margens direita da BR-367, próximo ao Aeroporto Internacional de Porto Seguro e ao lado do BH Supermercado, esteja prestes a ser destruída por interesses econômicos.

A preocupação é grande! Equipamentos estão posicionados diante da área verde, levantando o temor de que a vegetação nativa seja destruída a qualquer momento para dar lugar a um empreendimento comercial do tipo atacadão. Trata-se de um dos fragmentos de Mata Atlântica que ainda resistem nas imediações da histórica cidade baiana.

A preocupação aumenta porque a área fica nos arredores do conjunto paisagístico da Cidade Alta, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1968. O novo Decreto de 2000, ampliou o tombamento, para tombamento paisagístico, além do tombamento arquitetônico, considerando a moldura original do descobrimento. Outro fato que chama a atenção é a existência de uma Ação Civil Pública em Defesa do Meio Ambiente, ajuizada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, em 2025, perante a Vara Cível da Comarca de Porto Seguro, sob o número 8006239-71.2025.8.05.0201. A ação trata da apuração de suposta supressão irregular de vegetação nativa do bioma Mata Atlântica para a implantação de um atacadão.

A presença das máquinas reacende o debate sobre a proteção ambiental em Porto Seguro. Moradores demonstram preocupação com o avanço de intervenções sobre áreas verdes nos arredores do patrimônio histórico e paisagístico da Terra Mãe do Brasil.

Diante desse cenário, cresce a cobrança por esclarecimentos dos órgãos ambientais e das autoridades competentes sobre a situação da área, as licenças eventualmente concedidas e as medidas necessárias para assegurar o cumprimento da legislação ambiental.

A população quer respostas urgentes, e espera que a vegetação seja preservada e que a área verde não dê lugar a mais um empreendimento comercial.  A sociedade aguarda esclarecimentos e providências das autoridades responsáveis, do Ministério Público, da Justiça e dos órgãos ambientais como o Inema.

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