
Os candidatos à Presidência da República realizaram neste domingo (16) os atos inaugurais de suas campanhas, percorrendo diferentes cidades e estados do Brasil para apresentar suas propostas ao eleitorado. A analista de política da CNN Larissa Rodrigues avaliou, ao CNN Prime Time, quais foram os principais temas abordados pelos presidenciáveis e destacou a cautela adotada pelos candidatos mais bem posicionados nas pesquisas.
Candidatos evitam temas delicados
Segundo Larissa Rodrigues, os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto optaram por não tocar em assuntos considerados arriscados para suas respectivas imagens. Flávio Bolsonaro (PL), por exemplo, praticamente não mencionou o tarifaço, limitando-se a uma fala rápida sobre política externa.
"Ele fez uma fala muito rápida dizendo que o Lula procura briga com um país que está muito distante, em vez de tentar melhorar situação dos países que fazem fronteiras do Brasil e que isso estaria aumentando o crime no nossos país. Mas não citou tarifaço, Trump e sobretaxação", analisou Larissa.
Mulheres e segurança pública
Do lado de Lula (PT), o discurso inaugural foi mais curto do que o esperado. A analista destacou que o candidato evitou qualquer menção a escândalos recentes. "Focou muito no eleitorado feminino e quis focar também num plano para a segurança pública, que é um assunto, no mínimo, delicado para o PT, que enfrenta dificuldades quando tem que abordar esse tipo de tema", explicou Larissa Rodrigues.
Outro ponto observado pela analista foi a escolha estratégica dos locais dos eventos. Todos os candidatos preferiram realizar seus atos inaugurais em suas cidades de origem ou nos estados onde possuem trajetória política consolidada, evitando assim possíveis confrontos com adversários ou com eleitores contrários às suas candidaturas.
Primeiro dia de campanha
Os principais candidatos tiveram agendas pelo Brasil. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram propostas para aumentar a segurança pública durante seus discursos nos atos inaugurais de campanha neste domingo (16). Enquanto o petista prometeu a criação de um Ministério da Segurança Pública, o Senador defendeu a castração química.
Já o início da campanha do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foi marcado por críticas às ações do governo atual ao tarifaço dos Estados Unidos. O candidato à presidência também afirmou convicção de que estará no segundo turno e reafirmou a união da direita.
O início da campanha do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), foi marcado pela ausência do seu candidato a vice, Gilberto Kassab, o presidente do PSD. Caiado falou dos atrito brasileiro com os Estados Unidos, fez críticas ao seu principal adversário no campo da direita, Flávio Bolsonaro, e desafiou Lula a ir os debates.
Com colete à prova de balas por cima da camisa, o candidato Renan Santos (Missão) abordou a pauta de Segurança Pública, usando o slogan “Prendeu, Matou”, durante lançamento da campanha eleitoral, neste domingo (16), em São Paulo.

