
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza aumentaram 191,95% na Bahia. Foram 254 casos entre 1º de janeiro e 27 de março deste ano, frente a 87 no mesmo período de 2025. As informações são dos boletins epidemiológicos da Secretária de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
A SRAG representa os casos mais graves de infecções respiratórias, que podem levar à morte. Além das amostras de influenza, detectadas em 254 registros de SRAG em 2026, também foram confirmados 74 casos de covid-19. Outros 557 registros envolvem vírus não especificados, mais 557 foram atribuídos a outros vírus e 12 a diferentes agentes etiológicos.
A influenza A, conhecida popularmente como “super gripe”, vem puxando o crescimento da circulação de vírus respiratórios no Brasil. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o número de mortes associadas ao vírus aumentou 36,9% no país, segundo o boletim InfoGripe, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De acordo com o informativo, a Bahia é um dos estados em que há tendência de alta nas infecções respiratórias.
A infectologista Clarissa Cerqueira explica que a “super gripe” é sazonal, sendo comum que os casos aumentem entre o outono e o inverno. “São vírus que tendem a aumentar nesses períodos mais frios, com maior permanência das pessoas em ambientes fechados. Também aumentam essa sensação de surto fora do comum uma baixa cobertura vacinal contra a influenza, um relaxamento das medidas de prevenção e uma maior circulação de outros vírus”, diz.
No total, foram registrados neste ano 1.732 casos de SRAG na Bahia e 62 óbitos provocados pela infecção. Em comparação com o mesmo período de 2025, houve um aumento de 2,24% nos casos (1.694) e uma queda de 26% no número de mortes.
Salvador também figura entre as cidades com sinal de crescimento nas ocorrências, sendo uma das 14 capitais com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, segundo o InfoGripe.