
O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira (23) que vai enfrentar na campanha o candidato escolhido pela "convenção fascista" e que está pronto para disputar com "quem vier".
"Se preparem porque nós queremos ser tetra e vamos disputar as eleições. Não sei com quem, vai ter um tal de março, ou abril, em que os fascistas vão fazer convenção, todo mundo vai escolher o candidato. O que posso dizer é o seguinte: venha quem vier", disse Lula, sem citar concorrentes nominalmente.
A fala aconteceu durante o 14° Encontro Nacional do MST (Movimento Sem Terra), em Salvador.
"Vamos mostrar que a mentira não vai prevalecer, e que quem usar o celular para contar mentira, fazer fake news, pode começar a guardar o celular", disse o presidente.
Lula decidiu prestigiar o evento do MST em meio a uma relação no atual terceiro mandato marcado por atritos. Em julho passado, o movimento pressionou o governo ao lançar uma campanha por reforma agrária e fazer ações em sedes do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
A entidade reclamava do que entendia como lentidão no processo de reforma agrária e congelamento de recursos de incentivo à agricultura familiar. Nesta sexta, ele disse apoiar a candidatura de membros do MST ao Legislativo para fazer contraponto à "bancada ruralista".
Lula já havia se referiu ao fascismo em outros discursos durante o terceiro mandato. Em 2024, chamou de "ato fascista" uma manifestação bolsonarista em Copacabana, no Rio. Ele também já afirmou que vê a ascensão do fascismo e do nazismo em países como Estados Unidos.
Ele disse nesta sexta que o presidente dos EUA, Donald Trump, quer ser dono da própria ONU (Organização das Nações Unidas).
O presidente criticou o ataque dos EUA à Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro, e disse que não quer fazer guerra, porque Exército, Marinha e Aeronáutica "muitas vezes não têm dinheiro nem para comprar bala para treinar".