Bahia, 04 de Março de 2021
CORONAVÍRUS

Pandemia ainda afeta agendamento de cirurgia eletiva; médicos alertam para risco
Cirurgia de correção de miopia, retirada de hemorroida e laqueadura são exemplos de cirurgias eletivas. O Ministério da Saúde define como eletivas todas as cirurgias que não são de emergência, ou seja, não precisam ser feitas em um curto período de tempo quando a vida do paciente está em risco.
Por: CNN Brasil
22/01/2021 - 07:01:24
Cirurgia de correção de miopia, retirada de hemorroida e laqueadura são exemplos de cirurgias eletivas. O Ministério da Saúde define como eletivas todas as cirurgias que não são de emergência, ou seja, não precisam ser feitas em um curto período de tempo quando a vida do paciente está em risco. 
 
Com a pandemia da Covid-19, a realização deste tipo de procedimento ficou muito comprometida. E a normalização do atendimento ainda é incerta para 2021.
 
Devido à necessidade de internação na maioria das cirurgias, ficou praticamente inviável manter o fluxo normal destas operações no cotidiano do hospital: tanto pelo volume do trabalho dos médicos — que ficaram sobrecarregados com as hospitalizações do novo coronavírus e não tiveram disponibilidade para as intervenções — quanto pela segurança dos pacientes, que ficariam expostos à Covid-19 em ambiente hospitalar — ainda mais com as recentes variações do vírus.
 
O Hospital 9 de Julho, no centro de São Paulo, por exemplo, realizava 80 cirurgias por semana. Com a chegada do coronavírus, passou a fazer apenas 20. O diretor-executivo médico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, também na capital paulista, Antonio da Silva Bastos Neto, afirmou que cerca de 40% do volume de internações no hospital antes da pandemia correspondia aos procedimentos eletivos.
 
Segundo a Associação Nacional dos Hospitais Privados, os exames e consultas eletivas previstos para 2020 registraram uma queda de 32%. Isso também se relaciona à queda das cirurgias, pois em um procedimento não emergencial, são feitos mais exames e consultas de preparação pré-operatória.
 
"Tivemos uma queda muito grande mesmo na quantidade de procedimentos cirúrgicos eletivos. Depois de as entidades sanitárias terem mudado as recomendações [voltaram a recomendar a realização de cirurgia] e os hospitais terem adaptado o fluxo de trabalho, está acontecendo uma retomada desses procedimentos, mas eu não diria que o fluxo é igual ao de antes da pandemia", relatou o editor do Observatório da Anaph (Associação Nacional de Hospitais Privados) e CEO do Sabará Hospital Infantil, Ary Ribeiro.
 
O termo ‘eletiva’ explica bem o conceito desses procedimentos, que normalmente são gerados a partir de uma decisão conjunta entre paciente e médico. É preciso atenção, entretanto, para não considerar este tipo de cirurgia como sinônimo de “opcional”: em muitos casos, a cirurgia é necessária, apenas não precisa ser feita imediatamente. Por esse motivo, adiar as operações em muito tempo não é o ideal, e pode prejudicar a qualidade de vida dos pacientes.
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